terça-feira, 30 de junho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
segunda-feira, 15 de junho de 2020
TEORIA DO CONHECIMENTO (QUAL É A ORIGEM DO NOSSO CONHECIMENTO, COMO CONHECEMOS AS COISAS?)
Michel Gustavo de Almeida Silva
Imagem disponível em: https://tudosobreposgraduacao.wordpress.com/2016/01/13/conhecimento-experiencia-e-criatividade-2/
Uma ideia muito difundida na
atualidade é a de que o ser humano é um ser pensante.
É plausível afirmar que o
que nos difere dos demais animais é a capacidade de pensar, que a nossa
essência é a racionalidade, pois não seguimos cegamente os nossos instintos e
interagimos com os eventos da realidade, sendo capazes de relembrar o passado,
compreender o presente e planejar o futuro.
Compreendemos o mundo, damos sentido as
coisas, fatos, acontecimentos o que ouvimos e pensamos, graças ao uso da nossa
razão.
Somos os habitantes do Planeta
Terra que têm o conhecimento, sabe que existe e compreende o mundo ao nosso
redor, mas o que é o conhecimento?
Segundo Goto (2003), na relação
entre o homem e a realidade, o conhecimento é produzido. Essa relação envolve
três elementos: o sujeito (o homem), o objeto (a realidade) e a ação de
conhecer.
O referido autor apresenta o
conhecimento como uma relação ativa, pois ao tentar conhecer o objeto, o
sujeito opera com sua linguagem, ideias, observações, pensamento, pesquisa.
Aranha (1993) pontua que o conhecimento é transmitido pela educação dos
conhecimentos acumulados em uma determinada cultura, pois a razão é histórica
Assim, devemos questionar: onde
começa o conhecimento?
No sujeito ou no objeto?
Conhecemos pela experiência dos sentidos ou pela razão?
O homem apreende o conhecimento
pela razão, pelo discurso, mas também pela intuição.
Segundo Aranha (1993), a intuição
é o ponto de partida do conhecimento. Surge então a questão: Como podemos
afirmar que um conhecimento é verdadeiro?
Para o filósofo inglês David Hume,
filósofo empirista que defendia a noção de que todo o nosso conhecimento tem
origem na experiência e que as nossas ideias são cópias das nossas impressões
sensoriais: “Todos os materiais do pensamento derivam de nossas sensações
externas ou internas; mas a mistura e composição deles dependem do espírito e
da vontade. Assim, todas as ideias do homem ou percepções menos vívidas são
cópias de suas impressões ou percepções mais vivas” (HUME, 1999, p. 11).
Para o filósofo francês, René
Descartes, filósofo racionalista que defendia a noção de que a razão é a origem
do nosso conhecimento, só sabemos as coisas porque somos seres pensantes: “Mas
o que sou eu então? Uma coisa pensante. O que quer isto dizer? Quer dizer: uma
coisa que duvida, que compreende, que afirma, que nega, que quer, que não quer,
que também imagina, e que sente. (DESCARTES, 1992, p. 124.)
Quando se conhece, parte-se da
premissa de que para ser verdadeiro, o enunciado deve corresponder a realidade.
Aranha (1993), mostra-nos que, para Descartes, o critério da verdade é a
evidência.
Já para Nietzsche, é verdadeiro
tudo o que contribui para o desenvolvimento da espécie e falso o que é
obstáculo para seu desenvolvimento.
Para os lógicos, o critério de
verdade está na coerência interna dos argumentos.
Já para os céticos radicais,
“toda certeza é impossível e a verdade é inacessível”.
Em contrapartida, baseados em
princípios, os dogmáticos afirmavam que o homem pode atingir a certeza. Para
eles: “a razão humana tem a possibilidade de conhecer a realidade” (Aranha,
1993, p.25).
Conclui-se então que, diante da
relativização presente na pós-modernidade, a busca pelo conhecimento e a busca
pela verdade permanecem contempladas em suas diversas dimensões, facetas,
visões e tempo histórico.
Referência Bibliográfica.
ARANHA, M.L.DE A. MARTINS.M.H.P.
Filosofando: Introdução à Filosofia. 2.ed.rev.atual.- São Paulo:Moderna, 1993.
Descartes, René, Meditações sobre
a Filosofia Primeira, Coimbra: Livraria Almedina, 1992.
GOTO, R.A. Começos de Filosofia.
Campinas, SP: Editora Átomo, 2003, 140p. 2ª edição.
HUME, D. Investigação acerca do
entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1999.
quarta-feira, 10 de junho de 2020
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